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Violência urbana no Brasil, um problema social

  • Foto do escritor: Intercomunicação
    Intercomunicação
  • 1 de jul. de 2018
  • 3 min de leitura

Por: viTOR ALVES COUTO CORREIA


Imagem: Desconhecido

É perceptível que a violência aumentou muito nos últimos anos no Brasil, com ênfase para os centros urbanos. Dentre os fatores relevantes destacam-se, o tráfico de drogas como elemento marcante e a corrupção na polícia de todos os níveis. Além disso é preciso falar dos conflitos dentro das escolas que cada vez mais estão se tornando comuns, principalmente entre os adolescentes. No Brasil, de acordo com a pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em todo o país referente ao tema “violência nas escolas”, a física se encontra em primeiro lugar, englobando alunos, professores e funcionários.


Sabe-se que o tráfico de drogas é marcado por um ciclo vicioso. A falta de oportunidade somada à chance de ganhar dinheiro, resulta, muitas vezes, na entrada para essa prática hedionda. A atração começa já na infância, quando as crianças se encontram seduzidas pelas conquistas e manobras dos traficantes. A população vive com medo e chega a mudar sua rotina para preservar a própria vida. Ademais, o problema agrava-se devido a corrupção de policiais que, de uma certa maneira, possuem a mesma razão que os traficantes para entrar na prática ilegal, sendo elas: uma precária educação, a falta de dinheiro e a carência de perspectivas para o futuro.


É preciso tratar também, indiscutivelmente, da violência escolar. Brigas, discussões, bullying, e até mesmo mortes no espaço acadêmico se tornaram fatores rotineiros. A estrutura familiar do aluno é um ponto determinante nos desenvolvimentos de conflitos. Desde a infância, a criança por possuir uma família desestruturada, cresce em meio a problemas como separação dos pais, ausência de afeto, violência doméstica, dentre outros inúmeros fatores agravantes. Logo, ao ingressar na escola, esta, carrega consigo um reflexo familiar deprimente. O ambiente em que o indivíduo habita, é um local de extrema influência. Um exemplo a ser dado, é a vivência em meio a comunidades desfavorecidas, onde a violência e a criminalidade ganham uma proporção maior de atuação.


Além disso, tendo vista a fase da adolescência, parece que a sociedade ainda não está preparada para cuidar de forma adequada do grupo em questão, principalmente dos que estão em condições, pode se dizer, mais vulneráveis. O que se observa são adolescentes e jovens desamparados, vivendo um cotidiano rodeado de dificuldades e com desprovimento econômico e social. A complexa relação entre juventude e violência incluem a questão da falta de perspectivas nos planejamentos de vida, sejam individuais ou coletivos, como característica fundamentalmente circunstancial. Muitos, ao chegar a um sistema institucional, são atendidos por procedimentos criteriosos, que podem incluir punições rígidas. Logo, o acolhimento do sujeito, que deveria ser afetuoso, pode ser vítima da falta de oportunidades.


Enxergar a violência urbana como um problema social, permite perceber que ela nasce das reações injustas impostas pela sociedade. Como se vê, trona-se viável iniciativas de melhorias para que as vítimas e os envolvidos possam ter uma vida saudável, livre de perigos e com liberdade assegurada. Desse modo, é relevante a realização de projetos envolvendo família, a sociedade e o Estado, que tomem consciência da importância da prevenção para implantar uma situação correta em respeito à criminalidade.


A violência no âmbito escolar é em grande parte, resultado do que se vive em casa e do meio externo. O apoio de profissionais, sejam eles, educadores, psicólogos, autoridades policiais que apoiem a escola em movimentos que garantam o envolvimento entre a família e o aluno é fundamental. A melhoria no ambiente familiar e conscientização do aluno, incluem o preenchimento do vazio na formação das crianças e adolescentes, incluindo profissionalização e novos valores de aprendizado, além, é claro, de tratar de cuidados com os perigos por trás do lugar onde reside, de maneira tendenciosa a refletir no ambiente escolar e na vida social.


Referências bibliográficas


BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Violência intrafamiliar: orientação para prática em serviço. 2001.


SANTOS JVT. A violência na escola: conflitualidade social e ações civilizatórias. Educ Pesq. 2001.


WHERTHEIM J. Educação contra a violência. Disponível em: <http://www.unesco.org.br/noticia/opiniao/artigow/2004>. Acesso em: 14/10/2017

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