top of page

Texto

(s)

Jovem se atira em Lagoa e é encontrado morto após 24 horas

  • Foto do escritor: Intercomunicação
    Intercomunicação
  • 1 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Por: Isabelle Marie


Imagem: Desconhecido

Rapaz morto é encontrado às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro

Na manhã do domingo (22), aproximadamente 11:00, um grupo de turistas que estavam visitando os clubes de remo do Rio de Janeiro avistaram o corpo de um homem emaranhado nas plantas das margens da lagoa. Sem nenhuma identificação, o corpo foi retirado e levado pelos bombeiros para que pudessem fazer a autópsia.


Segundo o legista da Polícia, Carlos Antônio de Andrade, o corpo encontrado após um dia do falecimento, foi identificado como de João Batista de Souza, que teve a morte por afogamento confirmada, mas também contava com altos índices de álcool e outras substâncias químicas no sangue. O jovem de 25 anos que já havia passagem na polícia por pequenos furtos, era conhecido no morro da Babilônia, onde morava num barracão, por “João Gostoso”.


Sem regristo de familiares vivos, apenas alguns conhecidos foram chamados para depor, um deles era o colega feirante de 52 anos, José Silvino, que em uma entrevista disse “o garoto era bom, trabalhador, todo domingo estava lá as 5:30 da manhã para carregar as coisas da feira. Nas últimas semanas parecia um pouco abalado, mas sempre pensei que fosse pelo serviço. Erros todos nós cometemos, principalmente vindo de onde ele veio, a vida é mais difícil por lá”.


Além de José, o dono do bar que ultimamente João frequentava também foi chamado. Em seu depoimento, ele alega que mal sabia como o rapaz tinha dinheiro para consumir dentro do seu estabelecimento, já que os clientes sempre eram turistas, empresários ou famílias ricas do Rio de Janeiro, mas que durante uma semana ele apareceu todas as noites, bem vestido, para beber muito e dançar.


Após ver as imagens das câmeras que registraram o momento exato em que o jovem se jogou, analisar os depoimentos e a vida da vítima e ver o laudo do legista, a detetive do caso, Miranda Estenieck, 45 anos, constatou que João Batista sofria de depressão. Devido ao contexto no qual vivia e estava inserido e das dificuldades que passou após ser abandonado pela família, ele começou a apresentar sintomas de reclusão social e utilizar drogas.


Assim ela conclui que João já deveria estar planejando sua morte há algum tempo, por que depois de aproveitar a boemia da vida durante uma semana, quando acabou seu dinheiro, ele tirou sua vida.

Comentários


bottom of page